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segunda-feira, 19 de abril de 2010

A arte de ser líder


1) Pergunte a si mesmo: que tipo de chefe sou seu? Eu gostaria de ser meu funcionário? Você é o chefe que gostaria de ter? Pense no chefe que você gostaria de ter e seja exatamente isso. Essa regra resume tudo. Certamente ele será um bom ouvinte, terá paciência, respeito e caráter. A regra é básica e conhecida há muitos anos: não faça aos outros o que não gostaria que fizessem a você.

2) Você pode mudar. Coloque tudo em prática.

3) O líder precisa dar o que as pessoas precisam, não necessariamente o que elas querem. O que elas querem e o que precisam talvez não seja o mesmo. Os melhores chefes têm de identificar o que seus colaboradores precisam e dar isso a eles.

4) Liderar não tem nada a ver com gerenciar. Conheço muitos executivos e gestores que sabem balanços, analisar contas e estruturas. Isso é gerenciar. Liderar é diferente. É inspirar pessoas, é deixar a sua marca.

5) A empresa será um pouco melhor porque você está lá. Pense, você é do tipo que pega as coisas como estão e deixa ou tenta sempre melhorá-las?

6) Um líder não nasce feito. Não é DNA. Liderança é habilidade que se desenvolve. Se você tem consciência de que é uma habilidade e que para isso precisa desenvolver-se constantemente, e isso implica em mudar, está no caminho certo.

7) É preciso praticar. Ninguém nasceu aprendendo a andar, nadar ou dirigir.

O Monge e o Executivo - James C. Hunter


CHEFE x  LÌDER

Os Chefes empurram
Os líderes puxam

Os Chefes comandam
Os líderes comunicam

Os Chefes são mestres
Os líderes são maestros

Os Chefes são comandantes
Os líderes são treinadores

Os Chefes são os donos da voz mais alta
Os líderes dos ouvidos mais acurados

O Chefe administra
O líder inova

O Chefe é um cópia
O líder é um original

O Chefe mantém
O líder desenvolve

O Chefe focaliza os sistemas e a estrutura
O líder inspira confiança

O Chefe pergunta "como" e "quando"
O líder pergunta "o quê" e "por quê?"

O Chefe convive melhor no "status-quo"
O líder desafia, muda

O Chefe é um bom soldado
O líder é ele mesmo

O Chefe faz a coisa corretamente
O líder faz a coisa certa

O Chefe obtém resultados através - ou apesar - das pessoas
O líder desenvolve pessoas e grupo

O Chefe quer segurança e estabilidade
O líder quer desafios

O Chefe busca "status" de vida
O líder privilegia qualidade

Os Chefes são obedientes
Os líderes contestadores

Os Chefes são fazedores
Os líderes criativos

O Chefe veste a camisa da empresa
Os líderes participam dos negócios da empresa

A liderança que constrói pessoas



Vivemos em uma nova era corporativa e os preceitos arcaicos aplicados na hora de gerir projetos e pessoas são águas passadas. Hoje, mais do que nunca, as empresas precisam de líderes e gerentes inovadores, criativos, mas acima de tudo servidores e participativos. É completamente medieval e nada funcional aquele modelo de líder que toma uma postura pseudo-divina, como se fosse um deus dentro de sua própria empresa. O “chefe-deus” é inatingível, inacessível e com o poder sobrenatural de resolver qualquer coisa num piscar de olhos, mesmo estando completamente longe do problema. É um papel ilusório que está fora de nossa realidade. O gestor moderno de sucesso nunca poderia adotar a postura de um deus, mas sim, a postura de Jesus Cristo.

Imagine que Jesus foi tão bem sucedido, que foi capaz de gerenciar uma equipe de doze pessoas complicadas, conseguindo motivá-las, treiná-las para que cumprissem sua missão com sucesso após sair de cena. Na época de Jesus, profetas e ditos messias apareciam e desapareciam com uma velocidade impressionante, sem deixar rastros marcantes na História. Fato é que mais de dois mil anos depois da morte de Jesus, o cristianismo ainda faz parte da vida de milhares de pessoas pelo mundo afora. Não é um case de sucesso?

Cristo é um modelo de liderança baseado em valores humanos fundamentais que fazem a diferença na hora de gerir pessoas e projetos: cooperação, boa vontade e, por que não, amor. Um líder deve construir, e não destruir; dar apoio e fortalecer, não dominar. São estes os preceitos básicos que um líder moderno deve seguir. Tendo isso em mente, traçamos os perfis que podem construir pessoas.

O Líder Participativo
Para ser efetivamente participativo, é preciso se fazer presente, participar do dia-a-dia colocando a mão na massa. Não vale mais ficar inerte, sentado atrás de uma mesa esperando o gerenciamento sair. Para dar certo, um plano deve ser formatado e acompanhado de perto. Você faz parte do time. Para isso é importante cultivar um relacionamento de igual para igual com sua equipe. Quebre o mito do “chefe-deus”, porque muitas vezes é uma idéia que não parte do líder, mas sim da própria equipe. Existe o senso comum entre as pessoas que faz com que enxerguem uma imagem distorcida de um líder “inatingível, inacessível e com o poder sobrenatural de resolver qualquer coisa num piscar de olhos, mesmo estando completamente longe do problema”. Prove que isso é balela.

O Líder Servidor
Servir significa apoiar permanentemente sua equipe para a conclusão de todas as ações envolvidas no plano. Estamos todos no mesmo barco, trabalhando pelo mesmo objetivo. Compartilhe seus conhecimentos, dê suporte, dê idéias, dê seu sangue.

O Líder Humano
Por conta da natureza humana, somos todos suscetíveis a erros, até quando estamos no caminho certo. Reconhecer e encarar as próprias falhas e pontos fracos é sinal de virtude. Por melhor que seja um líder – ele pode e vai errar. Até Cristo, por exemplo, escolheu a Judas, que o traiu. Isso mostra que os melhores também podem cometer erros de percurso. Um líder não deve se culpar demais por suas falhas, mas se fortalecer sempre que aprende uma lição.

Ninguém é perfeito
Ao trabalhar com pessoas, nem sempre as coisas saem como o esperado. O ser humano é instável e pode tomar atitudes imprevisíveis, podendo colocar tudo a perder se o líder não contar com essa instabilidade humana. Pessoas não são robôs, cada qual tem sua personalidade, ritmo e temperamento. Nada é programado. O segredo é conviver com as diferenças para fazer o resultado acontecer. Conhecer sua equipe a fundo é vital para saber como trabalhar com ela de forma saudável e produtiva. Aja totalmente baseado no perfil de seu grupo, enxergando e aproveitando o que cada um tem de melhor e considerando seus pontos fracos.

JC, CEO
Para se aprofundar mais sobre esse paralelo entre o líder corporativo e Jesus, recomendo o livro “Jesus Cristo, o maior líder que já existiu”, da Editora Sextante (cujo título original é bem mais criativo e pertinente: “Jesus, CEO”). Ao constatar que muitas organizações estavam desperdiçando a energia e a inteligência de seus colaboradores por causa do autoritarismo, da negligência e da falta de visão dos superiores, a consultora americana Laurie Beth Jones define, a partir do perfil de Cristo, três pilares fundamentais que baseiam sua postura como líder de sucesso: a força do autodomínio, a força da ação e a força das relações. Muito interessante. Fica aí a dica!

Mesmo depois de dois mil anos, esse é o perfil do líder moderno e atual, afinal, bons exemplos são atemporais. Os melhores líderes, do passado e de nosso tempo são líderes fulltime, líderes constantes, que não param nunca, mesmo estando sob um teto de adversidades. Continue, continue sempre.

Rogério Lipper