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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Toxinas da casa



Já ouviu falar em toxinas da casa?


- objetos que você não usa
- roupas de que você não gosta ou não usa há anos
- coisas feias
- coisas quebradas, lascadas ou rachadas
- velhas cartas, bilhetes
- plantas mortas ou doentes
- recibos/jornais/revistas antigos
- remédios vencidos
- meias velhas, furadas
- sapatos estragados...

O 'destralhamento' é a forma mais rápida de transformar a vida e ajudar as outras eventuais terapias.

Com o destralhamento, a saúde melhora, a criatividade cresce, os relacionamentos se aprimoram.
É comum se sentir cansado, deprimido, desanimado, em um ambiente cheio de entulho, cheio de tralha, pois "existem fios invisíveis que nos ligam a tudo aquilo que possuímos".

Outros possíveis efeitos do acúmulo e da bagunça:

- sentir-se desorganizado, fracassado, limitado e apegado ao passado.
> No porão e no sótão, as tralhas viram sobrecarga
> Na entrada, restringem o fluxo da vida
> Empilhadas no chão, nos puxam para baixo
> Acima de nós, são dores de cabeça
> Sob a cama, poluem o sono.

Perguntinhas úteis na hora de destralhar:
- Por que estou guardando isto?
- Será que isto tem a ver comigo hoje?
- O que vou sentir ao liberar isto?

E vá fazendo pilhas separadas...

- Para doar!
- Para jogar fora!

Para destralhar ainda mais:

- livre-se de barulhos
- das luzes fortes
- das cores berrantes
- dos odores químicos
- dos revestimentos sintéticos

E também...

- libere mágoas
- pare de fumar
- termine projetos inacabados.

Liberte-se


Quando saímos por aí afirmando (eu sou assim), (eu gosto assim), (eu quero assim) estamos construindo as grades de nossa própria cela, na qual as experiências passam a ser limitadas e repetitivas, pois estamos selecionando elementos da realidade e dizendo que somos (isso) e (aquilo), quando estes na verdade são uma ilusão; por isso quando estes (isso) e (aquilo) se cristalizam em nós, adoecemos, nosso corpo fica enrijecido, perdemos o norte e o brilho no olhar, enfim, estamos distantes de nossa essência.

In lak'ech!

Não guarde

Eu hoje joguei tanta coisa fora

Eu hoje joguei tanta coisa fora


E lendo teus bilhetes, eu lembro do que fiz

Cartas e fotografias gente que foi embora

A casa fica bem melhor assim

Tendo a lua aquela gravidade aonde o homem flutua

... Merecia a visita não de militares,

Mas de bailarinos

E de você e eu

Faxina da alma


Estava precisando fazer uma faxina em mim... Jogar alguns pe...nsamentos indesejados para fora, lavar alguns tesouros que andavam meio enferrujados... Tirei do fundo das gavetas lembranças que não uso e não quero mais. Joguei fora alguns sonhos, algumas ilusões... Papéis de presente que nunca usei, sorrisos que nunca darei; Joguei fora a raiva e o rancor das flores murchas que estavam dentro de um livro que não li. Olhei para meus sorrisos futuros e minhas alegrias pretendidas... E as coloquei num cantinho, bem arrumadas. Fiquei sem paciência!... Tirei tudo de dentro do armário e fui jogando no chão: Paixões... Veja mais escondidas, palavras horríveis que nunca queria ter dito, mágoas de um amigo, lembranças de um dia triste... Mas lá também havia outras coisas... e belas! Um passarinho cantando na minha janela... aquela lua cor-de-prata, o pôr do sol!... Fui me encantando e me distraindo, olhando para cada uma daquelas lembranças. Sentei no chão, para poder fazer minhas escolhas. Joguei direto no saco de lixo os restos de um amor que me magoou. Peguei as palavras de raiva e de dor que estavam na prateleira de cima, pois quase não as uso, e também joguei fora no mesmo instante! Outras coisas que ainda me magoam, coloquei num canto para depois ver o que farei com elas, se as esqueço lá mesmo ou se mando para o lixão. Aí, fui naquele cantinho, naquela gaveta que a gente guarda tudo o que é mais importante: o amor, a alegria, os sorrisos, um pouco de fé para os momentos que mais precisamos... como foi bom relembrar tudo aquilo! Recolhi com carinho o amor encontrado, dobrei direitinho os desejos, coloquei perfume na esperança, passei um paninho na prateleira das minhas metas, deixei-as à mostra, para não perdê-las de vista. Coloquei nas prateleiras de baixo algumas lembranças da infância, na gaveta de cima as da minha juventude e, pendurada bem à minha frente, coloquei a minha capacidade de amar... e de recomeçar...